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    Sobreviver e Viver Depois De Um Aborto

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    aviso Sobreviver e Viver Depois De Um Aborto

    Mensagem por Admin A em Sex Jul 25 2008, 16:40


    Se teve uma experiência de aborto certamente sente-se mais triste do que alguma vez imaginou ser possível. Passar por um aborto pode ser bastante difícil. O impacto emocional pode ser maior que o impacto físico. Permitir-se chorar o sucedido poderá ajudá-la a aceitar o facto ao longo do tempo. Descubra as respostas às grandes questões.
    Que emoções se sentem depois de um aborto?


    Como mulher poderá experienciar uma montanha de emoções: descrença, raiva, culpa e mesmo dificuldade de concentração. Mesmo que a gravidez tenha terminado numa fase muito inicial, o sentido de afecto entre si como mãe e o seu feto pode ser muito forte. Algumas mulheres experienciam sintomas físicos devido ao seu stress emocional. Estes sintomas incluem a fadiga, dificuldade em adormecer, dificuldade de concentração, perda de apetite, e frequentes crises de choro. As mudanças hormonais que ocorrem depois de um aborto também poderão intensificar estes sintomas.
    O processo chorar a perda: o que esperar?


    O processo de chorar a perda envolve três passos:


    1º Passo : Choque/Negação: "Isto não está a acontecer de verdade, eu tive tanto cuidado comigo "
    2º Passo: Raiva/Culpa/Depressão: "Porquê eu? Eu deveria...." "Eu sempre quis um bebé, isto não é justo. Sinto-me mais triste que nunca."
    3º Passo: Aceitação: "Tenho de lidar com a situação, não sou a única pessoa que passou por isto. Outras mulheres ultrapassaram isto, talvez deva procurar alguma ajuda."

    Cada passo demora mais tempo a surgir do que o anterior. Existem desenvolvimentos inesperados que podem fazer regredir estes passos, como receber a notícia que alguém está grávida, ouvir uma história de um nascimento de um bebé, ver bebés recém-nascidos, vistas ao ginecologista, ver uma mãe a amamentar, ouvir comentários descuidados dos familiares, ferias, reuniões de família.
    Como sobreviver à minha perda?


    Respeite as suas necessidades e limitações enquanto passa pelo desgosto e começa o processo de cura. Enquanto passa estes momentos difíceis:

    • Esteja mais perto do seu parceiro(a); peça compreensão, conforto e apoio.
    • Procure aconselhamento para a ajudar e ao seu parceiro; isto não e um momento para ser vivido a sós.
    • Dê-se bastante tempo para chorar e a oportunidade de recordar.

    Como os homens e as mulheres passam pela perda de maneira diferente?


    Geralmente as mulheres são mais expressivas sobre a sua perda, e mais dispostas a procurar a ajuda de outros. Os homens poderão ser mais direccionados para a acção, tendem a reunir factos e resolver o problema, e muitas vezes recusam-se a partilhar sentimentos, ou a procurar ajuda para ultrapassar os sentimentos. Isto não significa que eles não sintam a perda, muitas vezes os homens embrulham-se em trabalho para esquecerem o seu desgosto.
    Os pais experienciam um nível de ligação diferente das mães, com um bebé; a ligação entre uma mulher e um bebé que está a crescer dentro dela é única. A mulher poderá começar a sentir um laço de afecto com seu bebé, desde o momento que sabe que o seu teste de gravidez é positivo. O laço de afecto para o pai poderá só começar quando ele experiencia sinais físicos da existência do feto, tal como vê-lo no ultra-som, ou sentir o pontapé do bebé; contudo o verdadeiro laço de afecto poderá não se desenvolver até ao bebé nascer. É por isto que os homens parecem menos perturbados quando existe um aborto no início da gravidez. Estas diferenças poderão resultar em distúrbios na relação quando se passa por uma perda.
    Poderá ajudar a sua relação a sobreviver se:

    • For respeitadora e sensível para com os sentimentos e necessidades dos dois;
    • Partilhar os seus pensamentos e emoções mantendo sempre as linhas de comunicação abertas;
    • Aceitar as diferenças entre o seu pesar e o do seu parceiro.

    Quais são os seus direitos de recuperação?


    Recuperação não significa esquecer ou tornar a memória insignificante. Recuperação significa reenfoque.
    Tem direito a:

    • Conhecer os factos e as razões porque aconteceram e potenciais implicações para o futuro. Procure respostas para as suas questões, veja o historial médico, e tome as suas notas.
    • Tome decisões sobre o que gostaria de fazer com os seus objectos de maternidade e com os do bebé. Outros poderão querer tomar estas decisões por si, em vez disso peça a outros para a ajudarem a descobrir qual a melhor solução adequada ao seu caso.
    • Evite situações que à partida já sabe que serão perturbadoras para si. Trace objectivos realistas para si. Viva cada dia como se fosse só um e só quando estiver preparada é que deve viver semana a semana e assim sucessivamente.
    • Tire tempo para chorar e para curar as suas mágoas. Esta fase não pode ser apressada, cada um tem o seu ritmo e a sua capacidade de a ultrapassar.
    • Procure ajuda ainda que possa ser algo difícil de admitir para si. Se notar que está fora de controlo ou realmente abalada com a situação, considere procurar apoio psicológico para a ajudar a passar esta fase.
    • Não deixe que a tristeza se apodere de si. Ainda que tenha todo o direito a fazer o seu luto, não deixe que a tristeza tome conta da sua vida. Já outras mulheres sobreviveram a este momento e com o passar do tempo também o irá conseguir. Faça actividades divertidas que lhe provoquem alegria e bem-estar, lembre-se que ter momentos de alegria não é ofensivo para a sua perda.


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    Frase: Respeitar para ser respeitado!
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