The Family Space Forum

Ainda não está registado ou não está ligado! Registe-se ou faça o log in!


    Como recuperar as suas forças durante o parto

    Compartilhe
    avatar
    Admin A
    Admin
    Admin

    Feminino
    Número de Mensagens : 116
    Idade : 33
    Localização : Porto
    Número de Filhos : 1
    Avisos :
    0 / 1000 / 100

    Caixinha das Mamãs : 643
    Reputação : 1
    Data de inscrição : 13/05/2008

    Como recuperar as suas forças durante o parto

    Mensagem por Admin A em Seg Maio 26 2008, 06:26

    Enquanto que durante o período da dilatação a dor é provocada pelas contracções do útero, cuja função é alargar o colo para permitir a passagem do bebé através do canal de parto; no período da expulsão a dor é provocada pela pressão que a cabeça do bebé exerce sobre o recto contra o osso sacro. A contracção nesta altura visa induzir a parturiente a empurrar e facilitar, desta forma, o nascimento do bebé.

    De qualquer das formas, estas dores têm uma função muito específica: o nascimento do bebé e por isso são bem vindas e apresentam-se mais suportáveis do que se fossem resultado de uma doença ou intervenção. A maior parte das grávidas tem mais receio das complicações que possam surgir durante o parto do que das dores que este possa envolver.

    Refira-se, no entanto, que o organismo controla a dor produzindo endorfinas, que conferem mais resistência à parturiente perante o cansaço e a dor e cuja secreção aumenta com a evolução do trabalho de parto.

    O papel do pai durante o parto

    A presença do pai ou de uma pessoa que a acompanhe é essencial para que se sinta segura e para a ajudar a redobrar as forças, partilhando com ela as suas emoções e participando activamente durante todo o processo.

    Para isso o seu companheiro ou a sua acompanhante devem prestar-lhe todo o apoio de que necessita, mostrando-se atentos aos seus desejos e necessidades. É natural que durante a expulsão deseje que lhe peguem na mão, ou que a acariciem, mas se não desejar qualquer contacto físico, deverão respeitar a sua vontade.

    O que devem sempre fazer é ajudá-la a manter uma respiração regular e profunda, animá-la e encorajá-la quando se sente sem forças. Se puderem, após cada contracção devem efectuar-lhe massagens nas zonas mais doloridas, como as pernas e o início das costas, em movimentos circulares, lentos e rítmicos, podendo alterná-las com carícias e uma leve pressão. Poderão, ainda, colocar-lhe uma compressa molhada sobre as zonas doloridas, entre as contracções, alternando compressas de água fria com compressas de água morna. É também aconselhável que tenha uma garrafa de água junto a si para que lhe possam molhar os lábios, quando estiverem ressequidos.

    Como podem ajudar as aulas de preparação para o parto

    Se frequentou as aulas de preparação para o parto tomou conhecimento das diversas etapas do parto, aprendeu qual a posição mais cómoda e a controlar a sua respiração. Todas estas técnicas contribuem para um bom desenvolvimento do trabalho de parto e para a sua comodidade durante o mesmo. São também uma óptima ajuda para o seu companheiro que a acompanhará durante o trabalho de parto e que, assistindo, tomou conhecimento do que se espera dele e de como poderá ajudá-la nesse momento.
    Como combater as dores

    As anestesias e os sedativos

    Hoje em dia não há necessidade de enfrentar o parto com dor, pelo que tem ao seu alcance recursos que a ajudam a combater as dores que se fazem sentir durante o trabalho de parto. Entre estas medidas podemos referir as seguintes:

    - Anestesia Epidural – Esta anestesia é o analgésico mais seguro e utilizado hoje em dia e consiste em injectar uma mistura de substâncias anestésicas e analgésicas, ou uma simples anestesia, junto da duramáter (a capa mais exterior que cobre a medula espinal), no ponto onde se encontram os nervos que transmitem os impulsos ao útero e baixo-ventre.

    Esta anestesia actua com bastante rapidez, entre 20 a 40 minutos e pode aplicar-se mais do que uma vez, em função da evolução do parto. Regra geral não tem efeitos secundários e pode apenas provocar um formigueiro passageiro nas pernas da parturiente. Isso não impede que você não possa escolher a posição que lhe é mais cómoda ou que passeie com a ajuda de outra pessoa.

    - Raquianestesia – Esta anestesia é parecida com a epidural, mas diverge desta na medida em que é aplicada no interior da duramáter, actuando mais profundamente e paralisando o movimento da cintura para baixo. Esta anestesia actua mais rapidamente que a epidural (entre 4 a 5 minutos) mas só pode ser usada uma única dose. É geralmente utilizada no caso de intervenções como a cesariana e nos dias seguintes à intervenção pode provocar dores de cabeça.

    - Anestesia local (paracervical) – Esta é uma alternativa à epidural e consiste em injectar a anestesia nos laterais do colo do útero, com o propósito de suavizá-lo, dilatá-lo e torná-lo insensível à dor. Esta anestesia não comporta riscos para o bebé.

    - Os sedativos – Os sedativos são administrados ou por via intravenosa ou oralmente, mas não eliminam totalmente a dor e podem provocar uma deficiente respiração no bebé, que poderá, no entanto, ser controlada pelo pediatra sem quaisquer problemas não deixando sequelas que possam afectar o desenvolvimento da criança.

    Como controlar a respiração e os músculos

    Durante o parto surge uma altura propícia à recuperação das forças: quando o colo do útero apresenta uma dilatação avançada (entre 6 e 8 centímetros). É nesta altura que as contracções são mais fortes e que pode e deve envidar esforços para controlar a respiração e os músculos e chegar, assim, ao feliz acontecimento, com o mínimo de dor.

    Para isso é necessário: - Não adoptar uma postura rígida quando enfrenta a dor. Quando a parturiente adopta uma postura rígida para enfrentar as dores do parto, os músculos da pélvis contraem-se e formam uma espécie de escudo dificultando a saída do bebé. Para além disso esta postura é mais cansativa e depressa ficará sem forças. Após o parto sentirá muitas dores musculares resultantes da rigidez adoptada. É normal que as dores se intensifiquem com o aumento das contracções, pelo que deverá adoptar uma atitude pacífica e tentar controlar a dor através da respiração.

    - Concentre-se na respiração em cada contracção, de forma a que esta se torne mais profunda. A respiração deve ser efectuada inspirando pelo nariz e expirando, lentamente, pela boca, como se expulsasse o ar do seu corpo. Uma respiração controlada relaxa e oxigena o organismo proporcionando-lhe energias redobradas, para além de que concentrando-se na respiração não focará as suas atenções na dor.

    Ao contrário a respiração mais superficial e acelerada aumenta a dor e diminui a quantidade de oxigénio necessário para o bebé.

    - Peça informações sobre o decorrer do parto sempre que julgue necessário, sem medo de estar a ser "chata". Saber tudo o que se passa é uma forma de se sentir no controlo da situação e de controlar a ansiedade, diminuindo, assim, a tensão e a dor.

    - Não tenha receio de gritar, ou emitir qualquer gemido. Esta é uma das ocasiões em que vale quase tudo, principalmente a exteriorização da dor, que muitas parturientes tentam expulsar com gritos ou gemidos e não é vergonha nenhuma.

    - Quando se sentir muito cansada e antes que as contracções atinjam o rubro, pode tomar um complemento energético, como um torrão de açúcar, um caramelo ou uma colher de marmelada ou de mel, que são rapidamente absorvidos pelo organismo, proporcionando, desta forma, uma energia imediata para que possa enfrentar as contracções que se adivinham.
    - Peça para beber umas gotas de água ou para que lhe humedeçam os lábios com um cubo de gelo, assim que sentir que tem a boca demasiado seca e se o facto a incomodar. Não poderá beber muitos líquidos porque pode haver o perigo de vomitar tudo o que ingeriu e atrapalhar, assim, o trabalho de parto.

      Data/hora atual: Seg Set 25 2017, 21:43