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    [Adopção] Adopção um acto de Amor

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    [Adopção] Adopção um acto de Amor

    Mensagem por Admin A em Qua Jun 11 2008, 02:50

    Muitos são os casais, que após as mais variadas tentativas não conseguem ter um filho e assim, decidem-se pela adopção.

    Muitos são os casais, que após as mais variadas tentativas não conseguem ter um filho e assim, decidem-se pela adopção. No entanto, muito embora esta possa parecer a solução ideal, há um longo caminho a percorrer.

    Dependendo das condições que levam um casal a adoptar um filho, os pais têm de estar não só preparados para o longo percurso legal que leva até à concretização da adopção, mas também para o filho que vão receber em sua casa, como se do seu próprio filho biológico se tratasse.

    As motivações

    Regra geral, e ainda bem que assim é, os casais que se decidem pela adopção, sentem necessidade de ter um filho que amem. O seu desejo é dar amor e receber amor, embalar uma criança, senti-la junto ao coração e entregarem-se completamente a um filho. No entanto, se o seu coração e o seu pensamento se afasta para outros desígnios, como o de dar continuidade ao seu nome ou para terem na velhice, alguém que os cuide e os ame, acautelem-se… o filho que procuraram, que escolheram, porque lutaram, é um ser indefeso e sensível que só vos vai exigir amor.

    Melhor altura para adopção

    As crianças disponíveis para adopção, são naturalmente crianças com carências emocionais e, eventualmente, cognitivas. Em geral, crianças colocadas em orfanatos, são vítimas das mais diversas ocorrências por parte dos seus pais biológicos. Todas elas, sofrem pelo menos de negligência precoce, independentemente das causas que as levaram para a adopção.

    Como regra, consideramos que a idade ideal para adopção será o mais cedo possível e até aos dois anos. No entanto, muitas são as adopções com sucesso após esta idade. Quando falamos até aos 2 anos, significa que essas crianças, tiveram menos tempo para sofrer do que denominamos de negligência precoce e assim estarão mais protegidas de possíveis traumas decorrentes.

    Em crianças de idades mais elevadas é vulgar detectarem-se atrasos na linguagem e no seu desenvolvimento emocional e/ou cognitivo. A integração destas crianças numa nova família pode levar a uma inserção mais lenta que no caso de crianças de idades mais precoces, em virtude das consequências prejudiciais causadas pela negligência precoce. A recuperação destes danos, pode ser lenta e depende da idade em que a criança é integrada na nova família e começa a sentir e a reconhecer novas emoções, gratificantes.

    A nova família O

    filho adoptado inicia um percurso, por vezes complexo, para criar vínculos afectivos com a nova família. Inicialmente pode desenvolver comportamentos aparentemente estranhos. Muito embora a família tente por todos os meios integrá-la no seio familiar com muito amor e ternura, a criança pode começar por estabelecer com os seus pais “vínculos inseguros” quando em contrapartida tenta cativar os estranhos com atitudes excessivamente amigáveis.

    Estas crianças desenvolvem estes comportamentos (vínculos inseguros) em virtude do verdadeiro medo de serem de novo abandonadas.É uma posição subconsciente de defesa em consequência das condições traumáticas que a levaram para o “orfanato”. Quanto às atitudes “excessivamente amigáveis”, poderemos caracterizá-las como uma tentativa da criança criar amizades sem no entanto esperar nada delas. Os pais devem sempre acompanhar a adopção com o seu psicólogo, para que este os vá ajudando acerca dos comportamentos e condutas da criança e dos “novos pais”.

    Estes não podem subestimar as condições vivenciadas pela criança quer no “orfanato” quer em lares onde as ligações afectivas eram “monotrópicas” (sempre com uma única pessoa) e onde os traumas emocionais, produzidos pelas circunstâncias que levaram a criança à adopção, não foram tratados.

    Para o estabelecimento de vínculos seguros, as crianças adoptadas necessitam essencialmente de amor. Amor, compreensão perante as suas condutas emocionais e muito especialmente não esquecerem que o seu filho, até estabelecer um “Vínculo Seguro” passará por fases de tristeza profunda, revolta e muito especialmente medo de ser abandonado.

    As vivências nas instituições produzem nas crianças alterações comportamentais e de personalidade que podem afectar o seu desenvolvimento global. O desenvolvimento da linguagem e o seu rendimento escolar, podem ser afectados durante os primeiros anos de adopção e até à sua perfeita integração na família


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